Olá pessoal,
Nosso blog muito tem falado sobre auditoria, pois bem, achei interessante este vídeo sobre as diferenças entre auditores internos e externos, postado pelo Prof. Gledson Aguiar. Nele tem vários exemplos e comparações, além de dicas importantes para os profissionais da área.
Espero que gostem e que contribua para o aprimoramento dos profissionais e futuros auditores.
http://www.youtube.com/watch?v=-vd3U4FDYhQ
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
sábado, 24 de agosto de 2013
CARGA TRIBUTÁRIA AUMENTADA EM DATAS COMEMORATIVAS
É fato que o comércio se aquece nas datas comemorativas em nosso país, mas o "portal da classe contábil" alertou sobre o um certo abuso na carga tributária embutida nessas datas comemorativas. Esta notícia foi deste fenômeno acontecendo agora no último dias dos pais. Revelou alguns dados importantes sobre a tributação e o quanto o consumidor pagou em tributos embutido no valor de alguns dos produtos mais procurados no dia dos pais.
Leiam a notícia na íntegra no "PORTAL DA CLASSE CONTÁBIL" no link abaixo.
http://www.classecontabil.com.br/noticias/ver/18631
É fato que o comércio se aquece nas datas comemorativas em nosso país, mas o "portal da classe contábil" alertou sobre o um certo abuso na carga tributária embutida nessas datas comemorativas. Esta notícia foi deste fenômeno acontecendo agora no último dias dos pais. Revelou alguns dados importantes sobre a tributação e o quanto o consumidor pagou em tributos embutido no valor de alguns dos produtos mais procurados no dia dos pais.
Leiam a notícia na íntegra no "PORTAL DA CLASSE CONTÁBIL" no link abaixo.
http://www.classecontabil.com.br/noticias/ver/18631
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Mudanças na Contabilidade Pública
CONTABILIDADE PÚBLICA
É comum ouvirmos que a Contabilidade Pública é uma verdadeira bagunça em virtude do regime misto que vigora nela (Regime de Caixa e Regime de Competência). Esse misto de regimes que existem na Contabilidade acaba transformando o setor público em uma uma verdadeira balbúrdia no que tange à sua Contabilidade e quem perde com isso é o povo, pois o descontrole gerado pela disparidade dos dois regimes acaba prejudicando, de certa forma, a aplicação dos recursos públicos com a celeridade que o povo precisa. Mas novos tempos estão vindo nesse setor tão polêmico da Contabilidade, pois a Contabilidade Pública está migrando, paulatinamente, para o regime, único e exclusivo, de competência. O professor Alípio Reis Firmo (conselheiro do TCE-AM) elenca, com muita propriedade, algumas das alterações que a mudança nos trará. Visitem este link que direcionará seu navegador ao Blog do professor Alípio.
http://alipiofilho.blogspot.com.br/2011/01/nasce-uma-nova-contabilidade-publica.html
É comum ouvirmos que a Contabilidade Pública é uma verdadeira bagunça em virtude do regime misto que vigora nela (Regime de Caixa e Regime de Competência). Esse misto de regimes que existem na Contabilidade acaba transformando o setor público em uma uma verdadeira balbúrdia no que tange à sua Contabilidade e quem perde com isso é o povo, pois o descontrole gerado pela disparidade dos dois regimes acaba prejudicando, de certa forma, a aplicação dos recursos públicos com a celeridade que o povo precisa. Mas novos tempos estão vindo nesse setor tão polêmico da Contabilidade, pois a Contabilidade Pública está migrando, paulatinamente, para o regime, único e exclusivo, de competência. O professor Alípio Reis Firmo (conselheiro do TCE-AM) elenca, com muita propriedade, algumas das alterações que a mudança nos trará. Visitem este link que direcionará seu navegador ao Blog do professor Alípio.
http://alipiofilho.blogspot.com.br/2011/01/nasce-uma-nova-contabilidade-publica.html
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Preços para auditar bancos variam mais de 40 000%
O Banco do Brasil é o maior banco
do país e pagará o menor valor do mercado para ser auditado neste ano: 95 mil
reais (2010)
Fonte: Empresas
A complexidade da análise abre espaço para
diferentes preços, mas as disparidades verificadas são exageradas e levantam
suspeitas.
As quatro maiores auditorias do país (e do mundo) –
PricewaterhouseCoopers, Ernst Young Terco, KPMG e Deloitte – cobram preços
discrepantes para analisar os balanços dos bancos brasileiros. Uma análise das
informações das instituições financeiras revela que os valores podem variar de
95 mil reais até 38 milhões de reais.
A informação reforça o clima de desconfiança com
relação ao trabalho dessas companhias, cuja função é realizar minuciosa
verificação dos números apresentados por seus clientes. Para isso, costumam
dedicar equipes de dezenas de profissionais que permanecem semanas (ou meses)
em uma empresa, apenas analisando seus dados. O debate ganhou fôlego com a
descoberta de que as inconsistências contábeis dos balanços do banco
Panamericano haviam sido auditados e aprovados pela Deloitte.
É exigido que as companhias abertas passem por
controles contábeis, financeiros e tenham suas demonstrações revistas por uma
empresa especializada, como as quatro citadas acima. É aceitável que possa
haver alguma diferença de preço caso uma empresa apresente um perfil de risco
maior – fato que impacta diretamente o trabalho das auditorias. “Cada
instituição financeira tem um perfil de risco diferente, o que exige que
determinados aspectos de seus números recebam maior ênfase de análise”, afirma
Fábio Coimbra, professor de Governança Corporativa e Gestão de Risco da FIA.
Contudo, nada justifica um intervalo tão grande.
No caso dos 95 mil reais cobrados por um ano de
auditoria contábil, a prestadora do serviço é a KPMG e o cliente, o Banco do
Brasil – a maior instituição financeira do país, com 755 bilhões de reais em
ativos. Em 2009, a mesma empresa havia cobrado 6,4 milhões de reais do BB por
seus serviços. Em uma licitação promovida neste ano, cujo leilão ocorreu no
início de novembro, bateu-se o martelo para o menor preço. De acordo com
informações de suas assessorias de imprensa, o BB não soube o nome da auditoria
até o final do pregão. O valor inicial lançado pela KPMG era de 19,6 milhões de
reais. Outras duas empresas disputavam o cliente: a PricewaterhouseCoopers, com
o lance mínimo de 12,5 milhões de reais e a Ernst Young, disposta a cobrar 6
milhões de reais. A KPMG, então, baixou sua oferta até impressionantes 95 mil
reais, que lhe garantiu a vitória. O contrato ainda não foi fechado, mas,
segundo o Banco do Brasil, sua quebra seria irregular.
Na avaliação de Juarez Domingues Carneiro,
presidente do Conselho Federal de Contabilidade, a operação será investigada.
“Queremos saber como o preço chegou nesse patamar. Não tem cabimento, em um
trabalho especializado, haver uma licitação baseada em pregão”, afirma.
Instituições menores que o Banco do Brasil, como o Itaú-Unibanco e o Bradesco, pagaram
em 2009 mais de 30 milhões de reais nos trabalhos executados por auditores
independentes. Segundo uma fonte ouvida pelo site de VEJA, o Itaú-Unibanco é
uma das instituições que possui maior exposição a riscos de mercado no país,
devido a substanciais posições em derivativos. Por esse perfil arriscado, pagou
38 milhões de reais à auditoria PricewaterhouseCoopers em 2009.
O Santander, que paga cerca de 6,5 milhões de reais
para auditores independentes avaliarem seus números, afirmou ao site de VEJA, por
meio de um comunicado, que “o valor dos trabalhos realizados pelas empresas de
auditoria (...) variam de ano a ano em função da abrangência dos serviços
prestados e que, por política interna, passam por aprovação pelo Comitê de
Auditoria do banco”.
A disparidade de valores, chegando ao cúmulo de 95
mil reais, desperta a atenção para inúmeros questionamentos. Entre eles, a
qualificação dos profissionais independentes que realizam os controles e o
comprometimento das auditorias e de seus clientes com o detalhamento dos
números avaliados. “A consequência mais óbvia é a perda de qualidade das
auditorias, já que o trabalho tem sido feito por estagiários e os testes do
balancete são ignorados por falta de equipe e tempo”, afirma uma fonte ligada a
uma das auditorias citadas na reportagem. Enquanto faltar transparência e
explicações em relação aos auditores independentes, sobrarão casos como o do
Panamericano.
Os contratos de auditorias dos
bancos
Instituição
|
Valor
pago*
|
Auditoria
|
Itaú-Unibanco
|
38,5 milhões
|
PWC
|
Bradesco
|
31 milhões
|
PWC
|
Santander
|
6,5 milhões
|
Deloitte
|
Banco do Brasil
|
6,4 milhões
|
KPMG
|
Cruzeiro do Sul
|
1,2 milhão
|
KPMG
|
Bic Banco
|
1,1 milhão
|
KPMG
|
Panamericano
|
1 milhão
|
Deloitte
|
Banco ABC
|
767 mil
|
Ernst
& Young
|
Paraná Banco
|
400 mil
|
KPMG
|
Ana Clara Costa
*dados
relativos a 2009 | Segundo as empresas, variação está relacionada à quantidade
de serviços prestados
Fonte: Empresas
TCU abre 29 vagas para auditor; salário é de R$ 12 mil
O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou edital de concurso público para 29 vagas de auditor federal de controle externo. Do total das oportunidades, 1 vaga é reservada para candidatos com deficiência. O salário é de R$ 12.076,90.
No site do Cespe/UnB, é possível ver o edital.
Todas as oportunidades são para o cargo de auditor federal de controle externo – área controle externo – especialidade auditoria governamental – orientação auditoria governamental.
Para participar da seleção, os candidatos devem ter nível superior em qualquer área de formação. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais.
As atividades do cargo são: desenvolver atividades de planejamento, de coordenação e de execução relativas à fiscalização e ao controle externo da arrecadação e aplicação de recursos da União, bem como da administração desses recursos, examinando a legalidade, a legitimidade, a economicidade, a eficiência e a efetividade em seus aspectos financeiro, orçamentário, contábil, patrimonial e operacional, dos atos jurisdicionados ao Tribunal de Contas da União.
As vagas são para Brasília (19), Amapá (2), Amazonas (2), Mato Grosso (2), Pará (2) e Rondônia (2).
As inscrições devem ser feitas entre os dias 19 de agosto a 3 de setembro pelo sitewww.cespe.unb.br/concursos/tcu_13_auditor. A taxa é de R$ 120.
A seleção será feita por meio de prova objetiva (conhecimentos básicos e específicos) e discursiva (conhecimentos básicos e específicos), que serão aplicadas nas cidades de Brasília, Macapá, Manaus, Cuiabá, Belém e Porto Velho. A perícia para candidatos com deficiência também serão feitas nessas cidades. O programa de formação (segunda fase) será realizado somente em Brasília.
As provas serão aplicadas na data provável de 13 de outubro, nos turnos da manhã e tarde.
O concurso terá validade de 90 dias improrrogáveis e não poderá ser prorrogado.
Fonte: Tribuna hoje
domingo, 4 de agosto de 2013
O que é auditoria contábil?
O que é auditoria contábil?
A auditoria contábil é ramo
da contabilidade que tem a função de verificar a precisão dos registros
contábeis com a finalidade de combater a fraudes e prevenir irregularidades
dentro de uma empresa. Ela fornece informações seguras e transparentes e
possibilita a identificação de falhas no controle interno e no
sistema financeiro da empresa.
Esta auditoria pode ser realizada em qualquer
empresa, de qualquer tamanho, com ou sem fins lucrativos. Ela examina a
exatidão dos registros tendo como foco diversos aspectos da empresa
tais como o administrativo, patrimonial, fiscal, técnico, financeiro,
econômico e ético. O relatório de auditoria deverá
possibilitar a identificação dos problemas observados, as consequências e
possíveis recomendações para a correção.
Se valer de uma auditoria possibilita a
fiscalização quanto à eficiência dos controles internos da empresa, assegurando
maior correção dos registros contábeis, dificultando possíveis desvios de bens
patrimoniais e opinando sobre a adequação das demonstrações contábeis obtendo
assim maiores informações sobre a situação econômica real da empresa para todos
os donos, incluindo sócios e acionistas.
O que é passível de auditar na empresa é
seu balanço patrimonial, resultados do Exercício e a
demonstração do fluxo de
caixa.
Para um bom trabalho de auditoria é preciso que a
empresa auditada acompanhe o serviço de perto e sempre disponibilize seus dados
para análise. Ao auditor cabe total independência e imparcialidade de
analise durante todo o processo demonstrando os dados de forma clara e objetiva
baseando-se nas normas brasileiras da contabilidade.
Fonte: Consultor Conta Azul
Auditoria ou Rating
A afirmação de Eike Batista de que suas empresas eram auditadas por três das
maiores agências de risco do mundo incomodou a Moody"s, que respondeu
nunca ter realizado esse tipo de avaliação da petroleira OGX. Em artigo para o
Valor, Batista comentou, pela primeira vez, a crise em seus negócios e disse
nunca ter sido alertado pelas agências que "auditavam" suas empresas
de que o potencial de produção da OGX poderia não alcançar as altas
expectativas. "Minhas empresas eram auditadas por três das maiores
agências de risco do mundo, e nunca uma delas veio a mim ou a público alertar
que não era bem assim", escreveu.
A Moody"s, uma das maiores agências de rating do mundo, afirmou que nunca fez esse tipo de avaliação. "A Moody"s não audita empresas e certamente não auditou a OGX", disse a analista da instituição Gretchen French.
A Moody"s, uma das maiores agências de rating do mundo, afirmou que nunca fez esse tipo de avaliação. "A Moody"s não audita empresas e certamente não auditou a OGX", disse a analista da instituição Gretchen French.
A Moody"s esclareceu que
seus ratings refletem sua opinião sobre os riscos de crédito das obrigações
financeiras e não têm caráter de auditoria. A analista também afirmou que a
primeira nota atribuída à OGX, em maio de 2011, foi "B1", "considerado
especulativo e sujeito a alto risco de crédito". Em julho de 2012, a
perspectiva da nota foi alterada para negativa, indicando que o risco da
empresa e a possibilidade de rebaixamento aumentavam. Desde então, o rating foi
rebaixado várias vezes e agora está situado em "Ca", penúltima nota
da escala. A perspectiva é negativa.
A Fitch Ratings, outra grande
agência de classificação de risco, disse que a nota inicial atribuída à OGX,
também em maio de 2011, foi "B+", o que caracteriza o investimento
como altamente especulativo e equivale à nota "B1" da Moody"s.
"O rating "B" indica que um significativo risco de inadimplência
está presente, porém uma limitada margem de segurança ainda existe",
informou, por meio de sua assessoria. Hoje o rating concedido pela Fitch à OGX
é "CCC".
Procurada, a Standard & Poor"s não comentou a afirmação de Eike. A primeira nota dada pela S&P à OGX, também em maio de 2011, foi "B", e atualmente é "CCC", que indica alto risco de inadimplência.
Agências negam serviço de auditagem da OGX - Aline Oyamada - Valor Econômico - 22/07/2013
Procurada, a Standard & Poor"s não comentou a afirmação de Eike. A primeira nota dada pela S&P à OGX, também em maio de 2011, foi "B", e atualmente é "CCC", que indica alto risco de inadimplência.
Agências negam serviço de auditagem da OGX - Aline Oyamada - Valor Econômico - 22/07/2013
By César Tibúrcio (Professor Titular da UnB)
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Sumiu uma Finlândia na "contabilidade criativa" do governo
Mais de meio trilhão de
reais em dívidas e gastos do governo está escondido nas contas públicas. É o
resultado da tal “contabilidade criativa” — e o custo invisível pode até
aumentar.
São Paulo
- Imagine um gastador contumaz que decide mudar de vida. A partir de
agora, ele vai poupar boa parte do que ganha até equilibrar suas contas. Para facilitar
seu esforço de austeridade, porém, ele prefere não contabilizar como dívida as
prestações de um apartamento na praia.
Por outro
lado, resolve contar como poupança os futuros dividendos de ações que acaba de
comprar. Ou seja, seu impulso de gastador continua lá — mas ele tenta se
convencer de que sua situação não é tão ruim assim. De maneira simplificada, é
isso que o governo tem feito para
cumprir a meta do superávit primário, a economia de recursos para o pagamento
de juros da dívida pública.
Desde
2009, parte das dívidas, dos gastos e das receitas não é registrada
adequadamente. O mercado apelidou os subterfúgios de “contabilidade criativa”.
A consultoria econômica Tendências calculou os valores envolvidos nas manobras
e mostra que seria melhor chamar a estratégia de “contabilidade destrutiva”.
Em quatro
anos, 48 bilhões de reais em receitas futuras foram incluídos no cálculo do
superávit. Ou seja, dinheiro que ainda não existe foi contado como recebido.
Outros 63 bilhões, de recursos empregados no Programa de Aceleração do
Crescimento, foram somados à economia.
E ficaram
de fora dívidas de 479 bilhões de reais — o equivalente ao PIB da Finlândia — em repasses do Tesouro Nacional a
bancos públicos, em especial ao BNDES.
Somando o
que não entrou na conta (mas deveria) e o que foi incluído (e não deveria), o
governo inflou sua economia em 590 bilhões de reais de 2009 a 2012. No papel,
as metas de superávit foram cumpridas. Na vida real, a história foi bem
diferente.
“O
governo acredita que a contabilidade criativa é a saída para ter recursos,
investir e fazer o país crescer”, diz Felipe Salto, economista da Tendências
responsável pelo levantamento. “Mas ela não gera crescimento, prejudica a
política fiscal, deteriora as contas públicas e coloca em descrédito as regras
que deram credibilidade ao país.”
Alexa Salomão, de EXAME 
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Contabilidade e auditoria rimam com democracia
O Ano da Contabilidade no Brasil, 2013, é oportuno para que a população conheça melhor o significado do trabalho dos 484.583 profissionais da área e dos 10 mil auditores que atuam em 110 empresas do setor existentes no país. Trata-se de atividade essencial para a eficácia da gestão, transparência, confiabilidade dos balanços, exercício eficiente da responsabilidade fiscal e, portanto, do sucesso dos negócios na iniciativa privada e da qualidade dos serviços no setor público, preceitos fundamentais na democracia.
Assim, é muito feliz a iniciativa do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) de instituir o ano comemorativo neste momento em que o Brasil precisa da eficiência de suas empresas e da administração pública para enfrentar a crise econômica mundial, retomar crescimento substantivo e consolidar os avanços das duas últimas décadas.
Nada disso seria possível sem contabilidade e auditoria, presentes desde os primórdios da aventura econômica da humanidade. Para entender mais claramente a sua importância, vale a pena navegarmos um pouco na síntese de sua história.
Didaticamente, podemos dividir o desenvolvimento do pensamento contábil em quatro períodos: o primeiro vai do início da civilização até o Liber Abaci (Livro do Ábaco), do italiano Leonardo Fibonacci, em 1202, ou seja, abrangendo a Antiguidade e parte da Idade Média; o segundo é compreendido entre 1202 a 1494, quando foi publicado o Tractatus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas), do frei italiano Luca Pacioli, considerado o pai da contabilidade, que deu origem à sistematização dos registros; segue- se, de 1494 a 1840, a fase que compreende o Renascimento e a Revolução Industrial, na qual as ciências contábeis ajudaram a estabelecer o controle das riquezas do Novo Mundo. Em 1840, com La Contabilità Applicatta alle Amministrazioni Private e Pubbliche, do também italiano Francesco Villa, iniciou-se a quarta etapa.
Quanto à auditoria, se estabeleceu como profissão, inicialmente na Inglaterra, no momento em que o contador deixou de prestar serviços a uma única organização para assessorar colegas, mercadores e maior número de empreendimentos.
O primeiro curso de contabilidade no Brasil foi a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, surgida em 1902, em São Paulo. Em 1946, o Decreto-Lei n° 9.295 criou o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e definiu o perfil dos contabilistas: contadores eram os graduados em cursos universitários de Ciências Contábeis; técnicos em contabilidade, os formados em escolas técnicas comerciais.
Outros dois marcos da contabilidade e da auditoria no país ocorreram em 1976: a nova Lei das S/A (6.404); e a Lei 6.385, que criou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Seu artigo 26 determina que somente os auditores independentes registrados na CVM podem auditar demonstrações contábeis das companhias abertas e integrantes do mercado mobiliário. O Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), criado em 1971, formula normas e princípios.
A contabilidade brasileira, alinhada às normas internacionais, é fiadora da transparência e da prestação de contas à sociedade. Na auditoria, os profissionais são agentes de sustentação da governança corporativa, contribuindo para a transparência e confiabilidade da gestão empresarial e do mercado de capitais.
Ao realizar seu trabalho, o auditor está sempre atento às eventuais evidências de problemas, embora nem sempre tenha acesso à totalidade das informações. Afinal, quando os gestores de uma empresa ou instituição financeira desejam praticar fraudes, a primeira pessoa que precisam ludibriar é o auditor.
Nesses casos, portanto, apresentam documentação e dados paralelos e/ou incompletos aos profissionais, que não têm o poder de polícia para investigar e nem o de fiscal para exigir papéis. Apesar disso, são recorrentes as ações preventivas e intervenções bem sucedidas das auditorias no sentido de evitar que organizações lesem os seus sócios, clientes e a economia popular.
Cada vez mais, e dentro dos limites da lei, contadores e auditores buscam aperfeiçoar seu trabalho para reduzir a ação de maus administradores. Esse é um compromisso perene da categoria com o Brasil e a sociedade.
Eduardo Pocetti
Presidente do Instituto de Auditores Independentes do Brasil (Ibracon).
Fonte: Monitor Mercantil
Assinar:
Comentários (Atom)